VIOLÊNCIA PATRIMONIAL CONTRA A MULHER: Um abuso que muitas mulheres não percebem.
- composicaomultidis
- 30 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
A violência patrimonial é uma forma de agressão que muitas vezes passa despercebida, mas que afeta profundamente a vida de muitas mulheres. Ela acontece quando alguém, geralmente o parceiro, controla ou toma posse dos bens, da remuneração, dos documentos ou até das contas da mulher, impedindo que ela tenha autonomia sobre sua própria vida financeira, usando o controle patrimonial como forma de manipular ou manter a mulher em um relacionamento de dor e sofrimento.
Esse tipo de violência está previsto na Lei Maria da Penha (art. 7º, inciso IV) e pode envolver situações como:
👉 Impedir que ela trabalhe.
👉Destruir e Vender seus bens sem permissão e, até se valendo de uma procuração sob o argumento de estar “zelando” pelo patrimônio, quando na realidade está dilapidando ou se beneficiando.
👉 Usar o nome da mulher para contrair dívidas.
👉 Controlar todo o dinheiro da casa, deixando-a sem autonomia.
O problema é que, como não deixa marcas físicas, muitas pessoas não enxergam isso como uma forma de violência. Muitas vezes, nem a própria vítima percebe o abuso porque é algo que foi se “normalizando” ao longo da relação e a vítima, inclusive, em alguns casos, acaba entendendo que essa atitude do seu parceiro é uma forma de proteção.
É importante saber que isso é, sim, um tipo de violência e que a lei permite que a mulher busque medidas protetivas, como impedir acesso aos seus bens particulares ou bloquear o acesso do agressor às suas contas, dentre outras medidas. Além disso, ele pode ser responsabilizado tanto na esfera civil quanto criminal.
Falar sobre esse tema é essencial, porque muitas mulheres vivem essa realidade em silêncio, seja por medo, vergonha ou trauma. A informação é o primeiro passo para que elas possam buscar ajuda e retomar a sua autonomia e liberdade pois sem isso não há dignidade. É fundamental que a mulher se empodere, pois isso é um ato de coragem e amor para consigo.
Buscar uma rede de apoio e uma escuta especializada é essencial para superar essa situação de violência, a encorajando a romper esse ciclo.






Comentários